domingo, 31 de outubro de 2010

ALMA […eternidade]!



Semeio um verso magoado,
Numa existência finita,
E em tormenta infinita,
Recolho um triste fado.


Quero ser pedra perdida,
Memória da minha idade,
Amar na eternidade,
A paixão da minha vida.


Tão grande é o meu temor,
De perder-te, meu amor,
Só o teu beijo me acalma.


Quando um dia eu morrer,
Quero continuar a viver,
Contigo na minha alma.


Carlos Manuel Fernandes Gonçalves


Quinta do Anjo, 30 de Outubro de 2010


13 comentários:

Vivian disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carmo disse...

Carlos a tua tormenta infinita finda com a tua finita existência.

Mas por favor continua a escrever belos poemas durante muitos e muitos anos. Quem sabe se não é essa a tua missão?
Acreditas que todos nós estamos cá com uma missão por cumprir? Se não acreditas pelo menos finge. Sei que vais fingir porque és um excelente poeta!
Beijos

Boa semana

Linda Simões disse...

"Quero ser pedra perdida,
Memória da minha idade,
Amar na eternidade
A paixão da minha vida"


Amarás na eternidade,levarás contigo sim,pois a vida não acaba aqui...


Lindo o teu poema.Parabéns.

Os poetas são mesmo assim,dizem num soneto o que queremos falar,expressar com uma delicadeza
singular,perfeita.

Um bom final de domingo e uma semana cheia de paz junto à família.


Linda Simões

Linda Simões disse...

Ah!

Essas fotos são lindas!

:))


Linda

REGGINA MOON disse...

Carlos,

Lindo soneto de amor...parabéns!!!

Belíssimo Blog...grata por sua visita!

Beijos e boa semana!!

Reggina Moon

‎"Yo no creo en brujas...pero que las hay...las hay!!!" [Miguel de Cervantes]

Fatima disse...

Esquece o medo meu amigo e ame, ame, ame!
bjs.

Eduarda disse...

Soberbo e calmo soneto. fez-me lembrar Elisabeth Browning quando disse..e se Deus o quiser qinda mais te amarei depois da morte.

bj

Sonhadora disse...

Meu querido

Agora digo-te eu...esquece o medo e ama, vive esse amor sem medo.

Deixo o meu carinho e um beijinho

Sonhadora

AFRICA EM POESIA disse...

SAUDADES DE PASSAR POR AQUI... Um beijo




COR VERDE



Cor verde
Verde dos pinhais
E dos abetos
Que alegram
Os meus olhos...

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Olhos-os e vejo
Oa pássaros que chilreiam...
Que voam...
Que vivem plenamente...
A sua liberdade...

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E olho...
Fecho os olhos...
E sinto... que também eu...
Se fosse ave...

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Conseguiria ser...
Totalmente livre...


LILI LARANJO

Graça Pereira disse...

Poema maravilhoso, festejando a vida neste dia de Finados!
Beijo
Graça

MARIA disse...

Olá Carlos, obrigado por visitares o meu blog, embora o Maria seja um blog mais "generalista", tratando um pouco de tudo ou nada, numa perpectiva de intercomunicação com a vida comunitária que todos nós humanos, também temos e sentimos.
Tenho depois um espaço aonde publico textos "poéticos" que entendo não publicitar senão a amigos por sentir necessidade de aperfeiçoar mais a técnica da linguagem poética.

Eu tenho vindo já a acompanhar alguns dos teus trabalhos quer em prosa, quer poéticos e considero que a tua escrita é uma escrita de excelência. Tens textos maravilhosos. É o caso deste poema.
É muito lindo.

Como foi a primeira vez que entrei no blog vi pormenorizadamente as imagens. Encantam-se as fotografias da serra, as casas de pedra, tudo isso me fascina.
Pensar que pode alguém nascer num cantinho tão especial, tão "distante dos males" do mundo e depois tem que "cair" nesse mundo aonde impera o caos e a confusão da consciência.
Talvez a tua ligação à poesia nasça desde logo dessa tão grande proximidade ao mundo oposto aquele em que hoje vivemos.

Bom, para estreia, já falei por 7 marias :)

Parabéns pelo blog, continuarei a seguir-te com todo o interesse.

Um beijinho amigo

Maria

Vivian disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Doroni Hilgenberg disse...

Carlos,
Ter um amor assim e acalentar esse sonho de amar pela eternidade deve ser muito maravilhoso, no entanto, não deveria semear versos magoados bjs