domingo, 22 de dezembro de 2013

NATAL [... menino]!


Menino peço -Te a graça,

De não seres sempre menino,
Em criança tudo passa,
Mas não é esse o destino.

Tantas eras já passadas,
Menino Jesus é Teu nome,
Tantas esperanças terminadas,
Tantas crianças com fome.

Jesus não tenho devoção,
Para Te pedir perdão,
Das culpas em que me afundo.

Mas uma coisa eu Te digo,
Que seja para meu castigo,
Mas Divino salva o Mundo!


Carlos Manuel Fernandes Gonçalves



                                            (Pintura de Maria Lisette Fragata)


sábado, 14 de dezembro de 2013

DESACERTO!




Vamos perdendo pedaços da nossa alma,

Vamos sentindo a decadência do nosso corpo,

Vamos vendo as árvores mortas,

Mas não nos vemos a nós...

 
 

Carlos Manuel Fernandes Gonçalves

Quinta do Anjo, 21 de Junho de 2012

domingo, 8 de dezembro de 2013

MUROS!





Há pessoas que passam a vida
A semear muros de afastamento…
Não sabem que dentro desses muros
É onde pernoitam os seus medos…
Por mim planto uma roseira

Nas raízes das pedras do muro…
É encanto o seu crescimento,
Paixão o desabrochar da rosa…

Com deleite, escalo os picos da planta,
Para beber amor, no beijo do seu perfume…

 

Carlos Manuel Fernandes Gonçalves

Quinta do Anjo, 22 de Novembro de 2013


 

domingo, 23 de junho de 2013

MOLDE DE AMOR!


Moldaste-me à tua imagem,
De bravio da serra passei a vestir as vestes citadinas,
Da melodia dos pássaros passei aos voos do onírico,
De fascinado por estrelas passei à embriaguez das luzes,
De admirador da natureza passei a ver exposições,
De entendedor dos silêncios passei a ouvir multidões,
Da difusa claridade lunar passei a iluminado…

Moldaste-me na admiração de te admirar,
De ver nos teus olhos o brilho das estrelas,
De ver no teu rosto uma pintura de deusa,
De conhecer o perfume do teu corpo,
De saber o sabor da tua pele,
De saborear a saliva da tua boca,
De dormir nos laços dos teus abraços…

Em tudo me moldei a ti,
Só não me moldaste,
Naquilo que antes de te conhecer já era teu,
O tanto te querer,
O tanto te adorar,
A minha paixão,
O meu amor por ti…


Carlos Manuel Fernandes Gonçalves

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

TEMPO DE CARNAVAL!







Carnaval!
Tempo de máscaras e de palhaços,
Máscaras em carne viva,

Palhaços em riso de lágrima furtiva…
Tempo de folguedos e foliões,
Folguedos que são fogachos,
Foliões que são palhaços…
Tempo de desfiles e corsos,
Desfiles em feira de vaidades,
Corsos que mascaram realidades…
Tempo de confetes e serpentinas,
Confetes onde esvoaçam ilusões,
Serpentinas onde se enroscam paixões…
Tempo de marchas e de sambas,
Marchas em que tudo é desconexo,
Samba em que o enredo é o sexo…
Tempo de amores e de cinzas,
Amores em máscaras de enganos,
Cinzas onde repousam os anos…
Tempo de Carnaval!



Carlos Manuel Fernandes Gonçalves

Quinta do Anjo, 10 de Fevereiro de 2013